Panic! at the Disco Os rockeiros da Panic! at the Disco, banda que existe desde 2004, tem origem norte-amaricana, mais precisamente em Las Vegas, no Estado de Nevada.
Apesar do tempo relativamente curto de estrada, o grupo já alcançou o 13 lugar da Billboard 200 dos Estados Unidos, tendo vendido mais de 2.2 milhões de cópias no mundo desde o seu lançamento em 2005.
Ainda não dá pra dizer o gênero musical a qual essa galera pertence. Muitos acham que o som dos caras é pop, outros dizem ser baroque pop, e a tag "emo" também foi utilizada inúmeras vezes para a sua classificação.
Mas independente do estilo rotulado, é fato que eles estão fazendo o maior sucesso no Brasil e no mundo. Quem conferiu o evento "Maquinária" em São Paulo, pode ouvir de perto o trabalho do Panic!.
Por Gisele Trímboli
O Iggy Pop e Gisele? Tudo junto e misturado! Olá galera!!! É um grande prazer estar aqui iniciando meu contato com o Radar, o meu nome é Gisele, sou a nova colunista do melhor site de músicas do Brasil, sou estudante de TI, aspirante a escritora e pseudo-marketeira, tenho vinte e poucos anos e estou aqui para fazer o Radar Music bombar ainda mais, com matérias, reportagens, informações e, por que não, novos babados do mundo da música!
Então, vamos ao que interessa?
O Festival Planeta Terra 09 acontece hoje, 7 de novembro, em São Paulo, no famoso Playcenter, na beira da Marginal Tietê. O que me deixou muito impressionada foi a grande atração do evento, Iggy Pop, que é a atração mais esperada do dia. O punk rocker e as demais bandas, entre elas a famosa Sonic Youth, prometem abalar o festival, que além dos shows irá também contar com as atrações do próprio parque. Ouvir essas feras do rock 'n roll tocando no Brasil já é muita adrenalina, ouvi-los do topo de uma montanha-russa é radicalmente fenomenal! Quem puder conferir não vai se arrepender! E depois me manda um recado contando como foi!!! Bom final de semana!
Madonna e a Cabala que tem fama de enlouquecer A estrela da música norte-americana Madonna visitou na noite do domingo o Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do judaísmo na Cidade Antiga de Jerusalém, informaram fontes israelenses.
Madonna chegou no domingo a Israel aonde tem previsto dar um concerto na terça-feira e outro na quarta-feira no parque Hayarkon de Tel Aviv diante de 100.000 admiradores.
Pese às precauções tomadas para evitar aos paparazzi, a cantante foi gravada quando se dirigiu ao Muro de las Lamentações acompanhada por vários guarda-costas. Esteve uma hora no lugar antes de voltar a Tel Aviv. Madonna se reunirá na tarde da segunda-feira com a chefe da de la oposição, a ex ministra de Relações Exteriores Tzipi Livni, e na sexta-feira com o primeiro ministro, Benjamin Netanyahu. Madonna adotou o nome hebreu Esther em 2004, no ano que participou num retiro místico de alguns dias consagrado à Cabala em Israel.
Desde o ponto de vista do judaísmo ortodoxo, seu procedimento é praticamente um sacrilégio. Ela não se converteu ao judaísmo e se ainda o fizesse, a tradição lhe negaria o direito de estudar a Cabala, exclusivo só aos homens casados com mais de quarenta anos de idade, que tenham estudado durante anos o Talmud, a base da legislação religiosa do judaísmo. A Cabala, cujo principal texto, o Libro do Zohar ("Esplendor" em hebraico), foi redigido no século XIII na Espanha e tem a fama de enlouquecer àqueles que tentam entrar nos seus mistérios sem a formação previa adequada.
Meio milhão de espectadores se reuniram numa fazenda de 242 hectares na cidade rural de Bethel, estado de Nova Iorque, de 15 a 18 de agosto de 1969.
Os organizadores esperavam reunir 200 mil pessoas cobrando $ 25 dólares pelos 3 dias. Finalmente uma multidão muito maior apareceu e a entrada foi liberada. O governador do estado pensou em enviar tropas para dissolver o evento, mas finalmente foi convencido pelos organizadores a não faze-lo. O festival ficou incontrolável porém ocorreu num clima pacífico.
Se os jovens daquele festival estavam na faixa etária de 20/30 anos, os que sobreviveram estão hoje na faixa etária de 60/70 anos.
Tenha cuidado ao achar que os idosos são conservadores, talvez esse sexagenário que está perto de você tenha sido um hippie contestador...Talvez a garota da foto da esquerda hoje seja uma vovó de cabelos brancos.
Aquele festival não foi apenas um ajuntamento de jovens para ouvir música, fumar maconha e endoidar com LSD (ácido lisérgico), a droga que o alucinado psicólogo Tim Leary incentivava a usar ( a foto da direita mostra Tim Leary sendo detido pela policia). Mais do que isso, Woordstock foi a declaração de um sonho que não virou realidade totalmente. O sonho de uma sociedade melhor, de um mundo sem guerras, sem fome e sem violências.
O que ficou de pé após 40 anos é uma fortíssima indústria fonográfica voltada para a música popular. A sociedade ocidental ficou mais musical depois daquela época.
Joe Cocker, Carlos Santana, Janis Joplin e Jimmi Hendrix foram os pontos altos daquele festival. Dois deles morreram de overdose e os outros dois são sobreviventes das drogas...você saberia responder quais?
Como Radarmusic não é um site de história, vamos responder esta pergunta com música.
Joe Cocker em Woodstock
Joe Cocker em 2006 (Brian May na guitarra)
Carlos Santana em Woodstock
Carlos Santana em 2008
Janis Joplin em Woodstock
Jimi Hendrix em Woodstock
Agora sabe quem sobreviveu? __________________________________________________________________
A Índia Caminho de Nova York A rede Globo transmite todos os dias aqui nos Estados Unidos a novela Caminho das Índias. Parece que depois de Slumdog a Índia está mais presente em ocidente. Ontem 04/08/2009, dezenas de bailarinos de Bollywood dançaram de repente no Times Square de Nova York para promover a nova mini-série Bollywood Hero, estrelando Chris Kattan, Neha Dhupia e Pooja Kumar. Confira o vídeo abaixo para ver um pouco de sabor da Índia em Nova York. Hare Baba!
Ela colaborará escrevendo um artigo intitulado “Como mudou minha vida”. Neste artigo ela relatará sua aproximação ao judaísmo, à Kabala, em particular, uma corrente “esotérica” da religião judaica.
“Eu viajei muitas vezes pelo mundo todo, atuei em estádios, me assentei à mesa junto com lideres mundiais e fiz trabalhos junto a artista de primeiro nível, mas sentia que faltava algo na minha vida”, segundo relatam trechos do artigo que a agência Ynet adiantou. “Eu estava grávida da minha filha faz 14 anos, logo depois de fazer o filme Evita, quando de repente percebi que só tinha pensado em mim mesma e que logo seria responsável por outra vida. O que eu iria ensinar a meus filhos acerca das coisas importantes da vida? Um dia fui ter com o rabino Mijael Berg, de quem tinham-me falado, e comecei ouvir. Desde esse momento soube que minha vida não seria a mesma.”
Madona adotou o nome de Ester em suas visitas a Israel para estudar a Kabala e tem previsão de apresentar em setembro seu show “Sticky & Sweet”. (fonte: www.revistahorizonte.org).
Hoje chove aqui em Iowa. Uma boa oportunidade para excavar a rede e afastar o baixo astral da chuva. Soube que em São Paulo a chuva está caindo copiosamente também. Ainda bem que sempre que choveu parou...até no dilúvio!
A curiosidade desta girls band autraliana chamada Slinkee Minx é que fez uma versão da música Summer Rain em 2004 que ficou muito melhor que a original da Belinda Carlisle de 1989.
Eu acredito que o mercado fonográfico está sofrendo uma revolução radical. As estrelas que antes brotavam de festivais europeus nas décadas de 60, 70 começaram a surgir da MTV, e das premiações anuais norte-americanas. Agora a WEB está dando as cartas e para minha alegria, os mais ouvidos são aqueles que o público gosta.
É o caso de Marie Digby, uma jovem de nacionalidade japonesa-irlandesa que acredito que você vai gostar muito de ouvir.
Arcade Fire, ateando fogo do Canadá Nossa amiga Bridget de Iowa City, me fez conhecer uma banda que realmente tem um som muito diferente: Arcade Fire. Textualmente Bridget disse "Arcade Fire, a Canadian band I have been listening to.. they have a very unique sound".
Arcade Fire é uma banda de indie rock da cidade de Montreal, Quebec, no Canadá. Fundada em 2003 pelos casal Win Butler e Régine Chassagne.
Valeu Bridget!
Dropkick Murphys - A garra do rock irlandês Dropkick Murphys é uma banda punk americana celta formada em Quincy, Massachusetts, Estados Unidos. Eles misturam rock y folclore irlandês criando um estilo chamado punk rock celta.
A banda ficou famosa como resultado de um tour non-stop pelo mundo e no St. Patrick's Day, dia que os irlandeses e seus descendentes se reúnem em paradas e shows, vestindo alguma roupa verde e bebendo bastante. A banda Dropkick Murphys é conhecida por apoiar os sindicatos da classe trabalhadora.
Eles fizeram a trilha sonora de uma filme chamado “The Departed”, onde atuaram Jack Nicholson, Matt Damon e Leonardo Di Caprio.
O som deles é sensacional. Para os brasileiros deverá soar especial devido a que não estamos familiarizados com o folclore irlandês.
Irlanda influenciou musicalmente o mundo muito mais do que nos imaginamos. Sabe aquele som do Bob Dylan com a gaita e o violão que todos achamos folk americano? É Irlandês! Sabe aquelas baladas do Gun's, Led Zeppelin e tantas outras bandas roqueiras? É música irlandesa! Sabe a música dos caubóis que nos chamamos de country norte-americano? Nasceu na Irlanda! Sabe aquela musiquinha do marinheiro Popeye? É Irlandesa!
Eu posso dizer sem medo a errar que os irlandeses são o bom tempero do povo norte-americano: alegres, descontraídos, criativos, simpáticos e com muita garra.
Curta o som dos Dropkick Murphys nesta super música “I'm Shipping Up To Boston”.
Neil Young, o consagrado cantor e compositor, foi o primeiro artista internacional a escrever uma música refletindo o clima da crise económica que afeta os Estados Unidos. Abaixo a letra da canção Fork in the Road (Bifurcação no Caminho). Ele mostra a raiva e a frustração de um cidadão de meia idade norteamericano nos versos, eis aqui a peça:
Got a pot belly, It's not too big Gets in my way When I'm driving my rig
Driving this country In a big old rig Things I've seen Mean a lot
Friend has a pickup Drives his kid to school Then he takes his wife To beauty school
Now she's doin' nails Gonna get a job Got a good teacher
There's a fork in the road ahead I don't which way I'm gonna turn There's a fork in the road ahead
About this year We salute the troops They're all still there In a fucking war It's no good Whose idea was that?
I've got hope But you can't eat hope I'm not done Not giving up Not cashing in Too late
There's a bailout coming but it's not for me It's for all those creeps watching tickers on TV There's a bailout coming but it's not for me
I'm a big rock star My sales have tanked But I still got you Thanks Download this Sounds like shit
Keep on bloggin' 'Til the power goes out Your battery's dead Twist and shout
On the radio Those were the days Bring 'em back
There's a bailout coming but it's not for you It's for all those creeps hiding what they do There's a bailout coming but it's not for you Bailout coming but it's not for you
Got my flat screen Got it repo'd now They picked it up Left a hole in the wall Last Saturday Missed the Raiders game
There's a bailout coming but it's not for you There's a bailout coming but it's not for you It's for all those creeps hiding what they do
Tenho barriga, Não é muito grande Me atrapalha Quando dirijo minha camionete
Dirigir neste país uma velha e grande camionete Coisas que eu tenho visto Tem muito significado
Um amigo tem uma camionete Leva seus filhos à escola Aí ele leva a sua esposa Para o curso de estética
Agora ela está fazendo unhas Vou arrumar um emprego Tenho um bom professor
Há uma bifurcação na estrada à frente Eu não como eu que vou virar Há uma bifurcação na estrada à frente
Ainda neste este ano Nos saudamos às tropas Eles estão todos lá ainda Em uma maldita guerra Não é nada bom De quem foi essa idéia?
Eu tenho esperança Mas você não pode comer esperança Eu não estou completo Não vou desistir Não há dinheiro a entrar Demasiado tarde
Esta vindo um socorro financeiro , mas não é para mim É para todos aqueles velhacos da TV Esta vindo um socorro financeiro , mas não é para mim
Eu sou uma grande estrela rock Minhas vendas estão caindo Mas eu ainda tenho você Obrigado Faça download desta música Parece uma merda
Siga blogando Até acabar a força Sua bateria está morta Se retorce e grita
O som do rádio Aqueles eram os dias bons Traga-os de volta
Esta vindo um socorro financeiro , mas não é para você É para todos aqueles velhacos que escondem o que fazem Esta vindo um socorro financeiro , mas não é para você
Pegaram a minha TV de tela plana Porque não paguei o crediário Eles vieram buscar Deixaram um buraco na parede No sábado passado Eu perdi o jogo dos Raiders
Esta vindo um socorro financeiro , mas não é para você É para todos aqueles velhacos que escondem o que fazem
Velhaco no Dicionário Michaelis: adj. 1. Que engana de propósito. 2. Fraudulento, traiçoeiro. 3. Maroto, patife. 4. Brejeiro, devasso. 5. Diz-se do animal que não se deixa prender facilmente. S. m. Indivíduo velhaco. .
Laura Pausini conta porque não traiu sua carreira Numa entrevista à jornalista Leila Cobo, a cantora e compositora Laura Pausini explica porque não cedeu às pressões da gravadora para converte-la numa "Nova Cher".
Leia a passagem da entrevista dada no programa Billboard Latino:
(Leila Cobo) Escuta Laura, você obviamente é uma estrela na América Latina e no mundo hispano, mas também cantou em inglês. Conta para nos um pouco acerca desse disco que foi lançado com muito sucesso nos Estados Unidos, e conta-nos o que aconteceu com sua carreira em Inglês.
(Laura Pausini) Foi uma historia especial, porque eu aceitei o convite de minha companhia para fazer um disco em Inglês alguns anos depois que me fora solicitado. Eu quis dedicar-me um tempo para aprender o Inglês e fazer corretamente algumas canções. Mas quando saiu o primeiro single, chegou às rádios numa versão remixada estilo pop-dance que por sinal muita gente gostou mas que não era o estilo que eu queria, principalmente porque ninguém me perguntou e eu não desejava...
(Leila Cobo) Eles foram mandões.
(Laura Pausini) Ahã, digamos, sim. E era um período cheio de contradições...eu não sabia como reagir perante esta situação porque inesperadamente fui a número um na Billboard Dance Chart e debaixo de mim Madonna, Justin Timberlake, eu disse Uau! Mas por outra parte eu não queria ser conhecida em entre os norte-americanos como a nova Cher , eles não conhecem minhas músicas em espanhol. Em parte tenho principalmente em Europa e em América Latina um público que me há dado a possibilidade de chegar até aquele momento de gravar um disco em Inglês. Eu devo respeito a este público e era como se estivesse traindo tudo o acontecido, não é? Eu pedi à companhia para que retirassem a versão remixada, que estava saindo mais um single com uma balada chamada “If That's Love”e em outros locais conhecida como “I Need Love”, e eles a remixaram de novo. Então eu fiz as minhas malas e foi embora para Itália deixando esse projeto para atrás. Mas eu amo imensamente esse disco na versão original. Por exemplo: durante o concerto de São Ciro eu cantei “Surrender”que era o promeiro single numa versão totalmente nova, que é como eu a teria cantado, sem nenhum remix. Se você quer eu posso cantar um pouquinho.
(Leila Cobo) Pois nos encantaria ouvi-la, já estamos encerrando o programa e nos gostaria que você se despedisse com esta canção.
A sinceridade da cantora nos permite saber das pressões que os artistas podem enfrentar nas suas gravadoras. Por aqui podemos entender as súbitas mudanças de um artista ou o repentino sumiço do cenário musical. Parabens a Laura Pausini.
A transcrição da entrevista em espanhol pode ser lida em http://www.vmetv.com/EB_pausini1
Na seção POP de Radarmusic encontrará uma matéria e videoclipe de Laura Pausini (http://www.radarmusic.com.br/materia_pop_laurapausini.asp)
PRÊMIOS DOVE DA GMA FORAM ANUNCIADAS AS NOMEAÇÕES PARA OS PRÊMIOS DOVE DA GMA
A Gospel Music Association (GMA) anunciou os nomes dos artistas favoritos: Chris Tomlin, Natalie Grant, Casting Crowns e Francesca Battistelli.
Ainda foram indicados para a premiação os artistas Casting Crowns, Steven Curtis Chapman, Fireflight, Marvin Sapp, Third Day, TobyMac and Chris Tomlin como Artistas do ano para a 40° Festa de premiação que acontecerá em 23 de Abril de 2009 em Nashville-USA.
Aconteceu em 18/02/09 a entrega do Brit Awards, o principal prêmio britânico da música pop, semelhante ao Grammy Awards dos Estados Unidos. A vencedora da noite foi a cantora Duffy e seu álbum debut, Rockferry. Aimee Anne Duffy nasceu em Gywnedd, 0 23 de Junho de 1984. Conhecida simplesmente como Duffy, é uma cantora de soul do País de Gales.
Outros prêmios foram para Kanye West, Katy Perry, e Kings of Leon.
O perdedor da noite foi Coldplay, candidato para inúmeros prêmios, mas que finalmente não ganhou nenhum.
Veja a lista dos vencedores:
-Álbum Britânico Mastercard - Duffy 'Rockferry' -Banda inglesa - Cotovelo -Single inglês- Girls Aloud "A Promessa" -Solista masculino - Paul Weller -Solista feminino - Duffy -Show ao vivo - Iron Maiden -Álbum Internacional - Kings of Leon 'Only By The Night’ -Grupo International Group - Kings of Leon -Solista masculino International - Kanye West -Solista femenino Internacional - Katy Perry -Prêmio da crítica - Florence & The Machine -Produtor britânico do Ano - Bernard Butler -Contribuição para a Música- Pet Shop Boys
Elton John apresenta o show "Rocket Man" no Brasil. Assisti este show aqui nos Estados Unidos. Minhas filhas vieram conosco. Foram céticas e voltaram fãs do Elton John. Elton fez o público do Middle West dançar, pular e vibrar durante 2 horas de show. Para quem não sabe, o público do Middle West é discreto e fleumático. Comparado ao público do Brasil parece um povo frio, avesso a mostrar seus sentimentos. Mas o Elton John fez cantar, dançar e pular todo mundo...Imagino a festa que será lá no Brasil! O show que assisti foi impecável. Elton foi pontual para iniciar e tocou todos seus grandes sucessos. Agradeceu os aplausos como um nobre inglês e sendo uma estrela, tratou ao público com carinho. Foi um daqueles shows que voce sai sentindo-se muito bem. Se puder ir, não perca.
Onde estão Bono Vox, Bob Dylan, Caetano Veloso e todos os outros mestres da contestação? Não tem nem uma música falando contra as recentes canalhices dos barões de Wall Street?
Eles provocaram o sumiço do dinheiro. Não há dinheiro em lugar nenhum. Estados Unidos, Brasil, Itália, Argentina...o dinheiro sumiu.
Os únicos que atualmente metem a boca no trombone são os rappers pobres da periferia. O lado bom da historia ainda pode acontecer: em 1929, quando o mundo mergulhou numa depressão econômica, nasceu o jazz Dixieland para levantar o baixo astral dos americanos. Ou foi o Charleston? Meu amigo Meinhardt deve saber disto.
Nas crises, os artistas criam suas melhores obras. Vamos ver se isso ainda vale.
O poder está com os internautas A revolução do mercado fonográfico prova que no mercado, o poder está nas mãos dos internautas. Veja o que Rodrigo Martins escreveu no Link do Estadão: "Não deu outra. Até dezembro, a associação das gravadoras dos EUA, a RIAA, que já havia processado 35 mil internautas, avisou que não processaria mais ninguém. O foco agora seria em parcerias com sites, como o que foi feito com o MySpace: as majors disponibilizaram todo o seu catálogo para ouvir de graça, via streaming. O lucro vem com patrocínios. Para baixar, ainda é preciso pagar. No Brasil, a gravadora Trama quebrou essa barreira. Todos os seus lançamentos serão disponibilizados gratuitamente para downloads. O lucro virá com empresas patrocinadoras.No mesmo movimento, os produtores de programas para TV começaram a liberar seus conteúdos. Ainda não para download, mas já dá para assistir os desenhos do South Park e a série Lost, por exemplo. Os jornais e revistas vão na mesma linha. Seguindo a tendência aberta pelo The New York Times em 2007, The Wall Street Journal, The Times e Veja, abriram seus acervos na web, antes só para assinantes." (fonte http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=15114). Isto é uma amostra das muitas coisas que podem ser transformadas através da inclusão digital. Pare e pense em todas aqueles serviços que voce paga, as vezes paga muito caro, e realmente não precisaria nem sequer pagar. Tem um conto chamado "A decadência do Homem Gravata", escrito pelo amigo Hernán Casciari, que ilustra muito bem isto. Recomendo voce ler em http://orsai.es/2007/10/la_decadencia_del_hombre_corbata.php. Está traduzido ao Português, basta voce dar scroll down...divirta-se!
Uma revolução no mercado fonográfico Estamos presenciando um fenômeno inusual no mercado fonográfico: a morte do modelo deste mercado. As grandes periferias de nossas mega cidades não compram mais CDs nem DVDs. Porquê comprar se tem Youtube? Os artistas de nossas gigantescas periferias não mendigam mais serem atendidos pelas gravadoras. Para que gravadoras se tem computadores com software que emula mesas de gravação? Os artistas não ligam a mínima para direitos autorais de suas músicas, logo os advogados não tem como ganhar com eles, nem os sindicatos, nem sequer a Microsoft, pois o Linux faz tudo o que os programas da plataforma Microsoft fazem, e mais um pouco. Bill já se aposentou, não é mais problema dele. Funk, rap, Hip-hop, pancadão, proibidão, regatón (essa é dos mexicanos que moram aqui perto). Não torça o nariz se não gosta. São Paulo tem 15 milhões de habitantes? Tal vez 500 mil sejam da classe privilegiada, sobram 14,5 milhões de "populares". Rio tem uns 12 milhões de habitantes, digamos 300 mil que sejam privilegiados, sobram 11,7 milhões de populares. Sí ai estamos falando de um mercado de 26 milhões de "populares" que gostam de Funk, pancadão, sambão, forrozão? E você acha que a música que corre solta e feliz neste povo musical pode ser fiscalizada? Não torça o nariz e adapte-se aos novos tempos. Os sucessos da música não estão mais na RCA Victor, Ariola, Sony, CBS ou sei lá que selos ainda estão vivos. A revolução deles é aquela de 33 rpm, o modelo deles é ainda o modelo do disco de vinil (que girava a 33 rpm, revoluções por minuto). A música agora está nas mãos do povo, e estou atento para ver o que vai acontecer.
Madonna e Rita, quando a comparação é inevitável! Rita Lee nasceu em 1947. Fala fluentemente português, inglês, francês, espanhol e italiano. Madonna nasceu em 1958, fez uma faculdade incompleta de dança, fala inglês norteamericano. Ambas cantam e tocam violão. Ambas quebraram tabús e chocaram platéias contestando a hipocresía da sociedade e a falsa moral. Ambas nos assustaram com algum dos seus excessos. Ambas exaltaram o poder feminino e contestaram o poder masculino. Ambas incorporaram a sensualidade em suas criações. Apenas uma delas envelheceu sem perder o brilho (YouTube prova isto, pesquise...). Apenas uma delas poderia fazer um show unplugged, só com um violão, sem decepcionar seu público. Apenas uma delas evita desesperadamente envelhecer: a mais jovem. Apenas uma delas enquanto amadurece permanece jovem: a que nasceu primeiro. Apenas uma delas quando canta me faz sentir jovem, a outra me faz sentir velho. Eu pagaria ingresso para ver o show por apenas uma delas... Faz um show no Middle West dos Estados Unidos, Rita!
Madonna do Morumbi - São Paulo - Dezembro/2008 Madonna fez esperar seus 67 mil fãs por quase 2 horas no Morumbi (São Paulo-Brasil). Motivos? Ninguem disse porque. 18 de Dezembro de 2008.
Joe Cocker nos fez o aguarda-lo por 2 horas no show de 1977 no estádio do Luna Park, em Buenos Aires. Ele estava bebendo, perdido pelas ruas de Buenos Aires. O acharam e o trouxeram para o palco. Cantou por quase 2 horas enquanto seguiu bebendo. Fez o show bêbado, e chegou a fazer tchin-tchin com um copo de whisky para o público. O público delirou com o show e perdoou a gafe, pois afinal havia conivência entre Joe Cocker e seus fãs. O vicio dele era conhecido de todos.
Madonna ficou fazendo esperar e não sabemos porque. Será que ela gosta de fazer sofrer? Será uma forma de sadismo? Será que seu público gosta de sofrer? Será uma forma de masoquismo? O público não merecia essa desfeita depois de pagar caro o ingresso conseguido a duras penas...aliás será que sofrer tudo isso faz parte do show da Madonna? E ainda por cima, ela está dando sinais de “fim-da-linha”...
O show business tem razões que a razão desconhece.