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Tom Zé

O músico que vendeu uma casa para construir instrumentos...

Tom Zé nasceu em 1936 em Irará, no interior da Bahia. Nos anos 60, estudou, de 1962 a 1967, na avançada Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, em Salvador, onde teve como professores Hans Joachin Koellreutter e Ernst Widmer. E em São Paulo, concorreu em festivais de música e integrou o grupo baiano tropicalista, que revolucionou a música e a cultura brasileira.
Em 1968, Tom Zé venceu o Festival de Música Brasileira da TV Record, com a canção “São São Paulo”; uma outra canção sua e de Rita Lee, “2001”, com os Mutantes, ficou em quarto lugar. No mesmo ano, gravou com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Nara Leão e os Mutantes o disco coletivo do movimento tropicalista, “Tropicália ou Panis et Circensis”. E lançou seu primeiro álbum, “Tom Zé”.
Nos anos 70, gravou cinco novos discos - “Tom Zé”, de 1970; “Tom Zé, de1972; “Todos os Olhos”, de 1973; “Estudando o Samba”, de 1976; e “Correio da Estação do Brás”, de 1978. O show de divulgação deste último ficou marcado pela apresentação dos instrumentos experimentais que o artista passou a construir.
A esta altura Tom Zé já vivia numa fase de ostracismo, que duraria cerca de quinze anos. Sua música, elaborada e invulgar, não encontrava lugar no mercado. Na década de 80, ele lançou apenas um álbum: “Nave Maria”, em 1986.
Descoberto pelo cantor e compositor de vanguarda norte-americano David Byrne, Tom Zé viu sua carreira tomar outro rumo a partir de 1990.
Neste ano, Byrne lançou uma compilação de músicas do baiano (“The Best of Tom Zé”) nos Estados Unidos. O disco foi muito bem recebido na grande imprensa daquele país, a começar do “The New York Times”, dando início a uma série de críticas positivas aos seus trabalhos até hoje.
Os anos 90 foram marcados por uma série de turnês que o músicos fez nos Estados Unidos e na Europa, onde tem-se apresentado em prestigiosos festivais de jazz e clubes de música de vanguarda. E também por uma grande retomada de sua carreira no contexto brasileiro, onde passou a ser consumido pelas novas gerações - de público e de artistas.
Além disso, Tom Zé gravou dois bem-sucedidos CDs no período: “The Hips of Tradition”, em 1991, e “Defeito de Fabricação”, em 1998. Este até gerou
um segundo, de remixes feitos por nomes da elite do novo pop internacional, entre os quais Sean Lennon, Stereolab e Tortoise - que chegou a acompanhar Tom Zé numa turnê americana em 1999.
Entre outros trabalhos nos últimos anos, o cantor e compositor criou e gravou,
com Zé Miguel Wisnik, “Parabelo”, trilha para balé do Grupo Corpo, em 1997.
No ano passado, a revista norte-americana “Rolling Stone” classificou o CD “The Best of Tom Zé” um dos dez discos da década.
(Fonte: Trama - http://trama.uol.com.br/portalv2/artista/index.jsp?id=327)


Discografia

1968 Tom Zé - Rozemblit
1970 Tom Zé - RGE
1972 Tom Zé-Se o Caso É Chorar - Continental
1973 Todos os Olhos - Continental
1976 Estudando o Samba - Continental
1978 Correio da Estação do Brás - Continental
1984 Nave Maria - RGE
1990 Cantando com a Platéia
1992 The Hips of Traditions - Luaka Bop/Warner Bros
1998 No Jardim da Política
1998 Com Defeito de Fabricação - Luaka Bop/WEA
2000 Jogos de Armar (Faça Você Mesmo) - Trama
2002 Santagustin - Trama
2002 20 preferidas - Trama
2003 Imprensa Cantada - Trama
2003 Jogos de Armar - Trama
2005 Estudando o Pagode-Segregamulher e Amor - Trama
2006 Danç-Êh-Sá - Pós-Canção/Dança dos Herdeiros do Sacrifício/7 Caymianas para o Fim da Canção - Tratore
2008 Estudando a Bossa - Biscoito Fino

Site oficial http://www.fabricandotomze.com.br/

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